DODÓ Quando o Dodó nasceu Ninguém sabe o que aconteceu Só se sabe que o se sucedeu Era que o Dodó não sabia rosnar O Dodó adorava comer E quando chegava o entardecer Era alegria que não parava de aparecer Minha avó chegava pra lhe alimentar O Dodó fazia do quintal um jardim Era uma amor puro e sem fim A tudo que já não tinha em fim E por lá estava E eu pequeno rezava para encontrar o Dodó Chorava quando voltava da minha avó E me sentia sem ele só Meu companheiro de aventuras Cada dia da mais terna infância O Dodó era a mais grata esperança De uma tarde bem vivida A brincadeira mais querida Eu era criança, mas o Dodó já era velinho Hoje, mais velho, lembro dele como um doce mel O Dodó deixou de brincar no quintal da minha vó E hoje brinca no jardim do céu Esta poesia parte de "Patas de Amor em Poesia". Esta é uma obra escrita pelo advogado e ambientalista João Pedro Gurgel. Nela, 11 poemas são trazidos, apresentando vivências e experiências...