DODÓ Quando o Dodó nasceu Ninguém sabe o que aconteceu Só se sabe que o se sucedeu Era que o Dodó não sabia rosnar O Dodó adorava comer E quando chegava o entardecer Era alegria que não parava de aparecer Minha avó chegava pra lhe alimentar O Dodó fazia do quintal um jardim Era uma amor puro e sem fim A tudo que já não tinha em fim E por lá estava E eu pequeno rezava para encontrar o Dodó Chorava quando voltava da minha avó E me sentia sem ele só Meu companheiro de aventuras Cada dia da mais terna infância O Dodó era a mais grata esperança De uma tarde bem vivida A brincadeira mais querida Eu era criança, mas o Dodó já era velinho Hoje, mais velho, lembro dele como um doce mel O Dodó deixou de brincar no quintal da minha vó E hoje brinca no jardim do céu Esta poesia parte de "Patas de Amor em Poesia". Esta é uma obra escrita pelo advogado e ambientalista João Pedro Gurgel. Nela, 11 poemas são trazidos, apresentando vivências e experiências...
Um certo ar de otimismo invadiu o movimento ambientalista. A ausência de aglomerações fez parecer que o mundo estaria livre dos seus problemas ambientais usuais, tais como a poluição, a mudança climática e o desmatamento. Mas não é bem assim. Pelo menos não quanto a este último, certamente. O Sistema de Alerta do Desmatamento apontou que o desmatamento da Amazônia em abril foi o maior dos últimos dez anos. Com 529 km² de floresta derrubada, o aumento foi de 171% em relação ao ano passado. A ausência de fiscalização é apontada como uma das causas desse aumento expressivo. São criminosos que aproveitam do momento crítico pelo qual o País passa para lucrar. As comunidades indígenas também vivem em situação de vulnerabilidade. Estão entre as populações mais vulneráveis à COVID-19. O Brasil precisa de respostas quanto a isso. Em tempo, também a nossa denúncia e voz contra esses absurdos. A pandemia de criminalidade também assusta e é preciso dar um basta.