O consumismo invadiu o mundo moderno. Imersos na cultura de compra desenfreada, os cidadãos do século XXI são constantemente persuadidos a comprar, comprar e comprar. Ainda que o ato destine-se a aquisição de produtos e de coisas sem utilidade alguma. Tendo ciência desta realidade global, é imperioso perguntar: há chances de melhora?
Há quem diga que não. Algo entre 2 a 8% das pessoas do mundo são acometidas por uma doença chamada de ‘Oneomania’, conforme pesquisa recente publicada na Revista Exame. Com muito ou pouco dinheiro, não importa. Os portadores de oneomania padecem dos mesmos sintomas de portadores de outros vícios. E, infelizmente, são bombardeados pelo constante apelo de consumo na sociedade. Desta forma, a doença tem crescido.
Ainda assim, o consumo consciente cresce a passos muito lentos. O Instituto Akatu, que trabalha a questão da conscientização do consumo no Brasil, apontou que 76% dos brasileiros não praticam o consumo consciente. Em suma, significa que não atentam para a aquisição de produtos sustentáveis nem mesmo de práticas ecologicamente corretas para o consumo. Assim, menos de um quarto da população brasileira demonstra sinais de preocupação do impacto de suas compras para o meio ambiente.
Diante desse quadro, há muito a ser feito. Mas, mais ainda, há muito a não ser feito. É preciso que nós possamos dizer não à compra desmedida, às estratégias escusas do comércio e à falta de sensibilidade com a natureza. Afinal, um planeta sustentável é um imperativo para a atualidade e para o futuro. Precisamos sim, é “comprar” esta ideia.
João Pedro Gurgel
Advogado - OAB/CE nº 38.447
Ambientalista
Advogado - OAB/CE nº 38.447
Ambientalista

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